Ser quem É
- 8naturalinfinito
- 1 de jul. de 2025
- 2 min de leitura
Algumas vezes estou a ver algo, que pode parecer fácil com o meu julgamento, simples, pouco atento e, quando tomo consciência disso dou um passo atrás… percebo o trabalho que está por detrás da chamada “perfeição”. Hoje em dia parece haver uma busca quase obsessiva pela perfeição em tudo, o que pode causar um esforço brutal, em que não há tempo para se viver o percurso e apenas correr atrás do objetivo que será ter “algo” em cada momento. Movimento para um sentimento de escassez, separação, perda de não “chegar”, de ser pouco, etc..
Para viver o pleno sinto o saber quem sou e o entusiasmo do todo, como uma criança deslumbrada com um qualquer particular empolgante… que, para mim, no fundo é apenas a vida a acontecer.

Nem todas as experiências me são agradáveis, todas elas fazem parte da minha vida, do que fui, sou ou serei. Este intrincado de acontecimentos que vão tecendo e construindo o que é, sem correr atrás de prejuízo, vivo cada momento na sua vez saboreando cada um e todos sem controlar a viagem ou o destino.
No outro dia ia a conduzir e chegou-me a seguinte mensagem “larga o volante”, o que fiz não só literalmente (apenas durante um pouco tá?) como metaforicamente. Se em cada momento a minha consciência me levar aqui já estou lá a viver a experiência que se me apresenta num qualquer acontecimento presente.
Nestes últimos tempos, tenho sentido alguma falta de inspiração para escrever ou fazer seja o que for, apenas me apetece ser e estar em observação. Foram pausas “forçadas” pelas circunstâncias que me trouxeram até aqui, não algo pensado por mim para “re-pensar” sobre estas conversas. Poderia deixá-las de lado a “marinar” e o que concluí foi: quanto menos me predisponho a escrever menos inspirada me sinto. Nesta breve síntese senti que o que penso/escrevo auto inspira-me e o que me inspira leva-me a escrever/ver/escutar/sentir algo para escrever sobre. É um trabalho pois que, se em esforço, cansa, desilude, frustra, etc..
O que se faz com gosto não é trabalho algum, é alegria de estar no SER íntegro e genuíno, em criança deslumbrada e feliz.
Tic-take um passo atrás
como sempre assino, MJL




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