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Se Gredos
(foto - 2003) E a Ursa sou eu?!... Se há coisa que aprendi com o montanhismo foi, começar como um velho para terminar como um jovem e, também, começar sempre com frio. Nestas caminhadas, em que se leva tudo o que se tem às costas, é necessário uma boa preparação, qual marinheiro que se avia em terra. Há que saber gerir convenientemente, decidir o que é essencial do que é acessório, há que saber “editar” bastante, escolher com sabedoria, saber dosear os esforços, o trabalho, p
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1 de out.1 min de leitura


A Montanha
(foto MJL - 2008) Esta é uma montanha muito sui generis, vem das entranhas da terra e do mar, nasce na escuridão das águas profundas geladas e desertas que apesar tocarem no magma não aquecem. A sua raiz funda é ancestral, gigantesca, sustenta tudo, desde a base em terra até aos picos sempre gelados das neves eternas. Apenas conheço um pouquinho dela e gosto de todos os lugares por onde passo. Junto ao mar onde as ondas podem ser revoltas, fustigadas por ventos fortes que reb
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1 de out.3 min de leitura


Voltas ao sol
(foto MJL - 2021) Há dias assim… e (foto MJL - 2021) outros assim… Em cada dia completo mais uma volta ao sol, hoje deu-me para isto prepara-te para o impacto… A vida traz-me o que for e eu só tenho que, emocionalmente, viver essa experiência sem qualquer julgamento ou expectativa, olhar para o que é e sentir o que sinto. Vivendo assim, um novo dia que pode ser o último, que pode ser uma tela em branco onde vou compondo as tarefas programadas e as surpresas que vou recebendo,
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1 de set.1 min de leitura


Luna
(foto MJL - 2023) Dizem… os antigos, que nem sempre assim foi… de quando em vez, no findar do escuro, a madrugada desperta o sol que já lá vem, sem se mostrar, e a lua redonda amarela-se. Os anciãos contam que quando a Lua se alaranja os dias seguintes serão de canícula fora de época. Os aldeãos que buscam a sua sabedoria, sabem o que devem fazer e procuram água para regar, dar de beber aos animais e não passarem, também eles, sede. Nesses dias do fustigar dos raios solares,
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1 de set.2 min de leitura


Família-ri-dade
Eu sempre digo que a minha família é feita de gente maluca, seja por parte de pai ou mãe, cada lado com a sua forma genérica e peculiar, com cada elemento com um maior ou menor grau de “loucura” particular. Por exemplo, a minha mãe para identificar os seus pertences no local onde trabalhava identificava-os como “MALucas”, sendo MA as iniciais do seu nome e Lucas o apelido, o que serve bem para ilustrar q. b. o que digo. O José Carlos de Lucca, que é quase da minha família, só
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1 de ago.3 min de leitura


Mapa nas Pedras
(fotografias - Oficinas do Inacontecível Terra.Corpo - 2026) Milhares de anos antes de haver mapas já as pedras e rochas lá estavam, nos lugares, no encontro, nas paisagens, cada uma com o seu caminho, dimensão e importância devidos. Pelo menos era isto que a Avó Rocha me contava quando nos juntávamos. Eu, na minha eterna curiosidade preguntava – Avó, qual importância? Não sei para que servem! A Avó Rocha com toda a calma olhava para mim e dizia suavemente como a brisa de ver
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1 de ago.2 min de leitura


Lady Lerida
(MJL - 2026) Vive em todo o lado e promove a existência do planeta, junto com o senhor dos trovões que a liberta e alimenta. Vive no ar, é tão gigante que ninguém a vê, é tão mínima e também ninguém a vê. É imensa, invisível, envolve a gigante Gaia como um xaile colocado sobre os seus ombros que a protege do externo, do que pode chegar sem avisar trazido pelo vasto universo, espalhada por aí no espaço tempo colossal. O Senhor dos Trovões vive por dentro, a sua ocupação é
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5 de jul.1 min de leitura


Oportunidades
A vida é um conjunto de oportunidades, a forma como encaro cada acontecimento faz toda a diferença, opto pela maneira de aproveitar e viver cada momento. Posso senti-las agradáveis ou desagradáveis. Nas agradáveis é querer usufruir em pleno, o quero mais, repetir, só que tal não existe, qualquer outra vivência agradável será sempre irrepetível. Nas desagradáveis é querer esquecer, nem ouvir falar ou repetir; e é aqui que há duas opções para encarar, pois esquecer e varrer par
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5 de jul.2 min de leitura


Em-Grande-SER
Nasci selvagem e rebelde, previsto para dia 8 de junho decidi que não, e foi assim que dois anos e sete horas depois, no dia de aniversário do meu irmão (gémeos!? Ná, só de signo 😉), cheguei a este novo mundo. Cada um dos seres deste planeta é um milagre acontecido, criado pela união de duas células, no sítio certo à hora certa, que depois se vão diversificando, sabe-se lá como, em vegetal, animal, mineral, e cada uma das suas partes. Haja diversidade. Nasci sabendo tudo e d
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14 de jun.2 min de leitura


Lunapaki
Ivoparka é o chefe guru de um enorme pedaço de terra, Lunapaki, rodeada pela grande água salgada. É ele quem lê os sinais e decide quando caçar determinado animal do ar, da terra ou do mar. A sua companheira é Alvaniva, a que compreende a linguagem e os símbolos da terra. São os anciãos os guardiões do local, onde moram em conjunto com o resto dos elementos da sua comunidade, o povo Terapaki. A aldeia fica bem no meio, em volta do olho para as profundezas da ilha. É aí que re
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14 de jun.3 min de leitura


Elisa & Emília - 4º
Episódio final Que fazer? Como regressar? Até que, um dia, aconteceu… Um ano após a troca, numa noite de lua negra, ao bater as 12 badaladas, duas mãos encontram novamente a maçaneta trabalhada e a tão conhecida porta dissimulada abriu… sentiram aquele familiar pequeno choque elétrico que deixava um formigueiro na ponta dos dedos tão presente desde a primeira transição. Abriram, cada uma do outro lado, e o breu envolveu-as... Os corações bateram fortemente no peito de cada um
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24 de mai.2 min de leitura


Elisa & Emília - 3º
Episódio terceiro Grandes desafios as aguardam. Como saber o que se passa do lado de lá, de onde vieram? Com as suas novas provações diárias, como as de permanecer fiéis a quem representam, uma pergunta pairava-lhes sempre em ambos os espíritos das meninas. Como se poderiam comunicar? Uma das práticas que ambas mantiveram foi o de se irem, frequentemente, resguardar no tal fundo falso do armário por onde tinham entrado entre estes dois novos mundos em tempos divergentes. Uma
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17 de mai.2 min de leitura


Elisa & Emília - 2º
Episódio segundo Afinal o que lhes tinha acontecido? Eram uma dentro da outra! E agora confrontadas com esta nova realidade, uma no passado e outra no futuro, trocadas, em corpos diferentes… cada uma fora da sua época. A Emília, agora no corpo de Elisa, tinha nascido no final do século XIX em 1878. Com cinco irmãos, Sofia, Amélia, João, Domingos e Eduardo, morava na Rua da Senhora do Monte à Graça, numa capital com vista para o grande rio, tinha uma compleição física debilita
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10 de mai.2 min de leitura


Mãe
Quantas vezes no corre-corre do fazer, fazer, fazer me senti assim!? Neste mês, em que se comemora o Dia da Mãe, senti o apelo imbuído do sentimento maternal. Como filha senti o “abandono” dos pais, pois tinham de ir trabalhar para proverem o lar. O local de trabalho era longe e havia muitas horas de ausência. Tive uma infância feliz, às vezes solitária, tenho um irmão mais velho e tínhamos uma senhora que tomava conta de nós ou os avós, dependendo da época do ano.
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10 de mai.2 min de leitura


Elisa & Emília - 1º
Episódio primeiro Numa noite de lua negra, ao bater as doze badaladas, duas mãos encontram finalmente a maçaneta trabalhada numa porta dissimulada da casa antiga, num arrepio tocam-na e sentem como que um pequeno choque elétrico que deixa formigueiro na ponta dos dedos. Abrem-na, do outro lado o breu... O coração bate fortemente no peito de cada uma… dentro, o ar é denso com ligeiro aroma a pinho e alfazema antigos. Esticando um braço encontram resistência, parece ser sólida,
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2 de mai.2 min de leitura


Gratidão
Desde pequena que me interessei por coisas diferentes, histórias sobre fenómenos chamados de curiosos, e se eu era curiosa… Um dos meus livros de consulta mais visitados, além dos livros sobre animais, é um, que ainda mora numa prateleira cá de casa, chamado “O grande livro do maravilhoso e do fantástico”. Sempre me questionei sobre o que via e ouvia, levando, muitas vezes um adulto à exaustão de tantos porquês????? (ainda hoje 😉) Após uma formação houve um grupo composto po
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1 de abr.2 min de leitura


A Bailarina da Caixa de Música
(MJL - 2026) Êminácia foi nascida e criada para ser bailarina, mas não daquelas rígidas e emproadas muito clássicas, os seus movimentos, desde que começara a andar, eram muito fluidos e leves, parecia uma fada saltitante. O seu criador tinha-a feito com todo o amor e rigor. Assim que se pôs em pé deu logo uns passinhos delicados. Com o passar dos anos tornou-se mais imponente, poderosa e imensamente elegante, sem nunca perder o gesto inocente e harmonioso da infância. Vivia d
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1 de abr.2 min de leitura


O suficiente…
No outro dia fui provocada por este trecho retirado de uma entrevista a Rumbem Alves num programa denominado Provocações de Antônio Abujamra. No ser que habita o planeta que é consciente, o suficiente é o necessário para se sentir feliz, estado de alma harmonioso com o estado natural. (foto MJL - 2021) Poucos dias antes tinha lido este texto escrito por um desconhecido a quem agradeço a conversa: “ Desejo-lhe o suficiente... Recentemente, ouvi uma mãe e sua filha nos seus últ
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1 de mar.2 min de leitura


Ancestrais
(MJL - 2009) Os antepassados, seres ancestrais, estão ao nosso serviço para nos guiar na jornada que é viver. As rugas e as fendas que se mostram na pele são como ramos carregados de frutos que vergam sob o seu peso e deixam cair para criar vida ficando para trás a semente. O corpo carregado de ossos descaídos pelas experiências mostra alguns caminhos percorridos, vidas vividas na busca do que serve sem desprezar a lição aprendida do que não serve. Sem julgamento, sem denegri
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1 de mar.4 min de leitura


SOA
Este programa na RTP Play fez-me vibrar de uma forma diferente, são 5 episódios com cerca de 30 minutos cada, senti muitas coisas a “ ou-vê-los ”. A escuta ativa cria uma “imagem” construída com todos os outros sentidos, os ouvidos não têm pálpebras, ouvimos mesmo a dormir ou no breu, cada ouvido ouve de uma forma distinta e temos dois. O som não existe só por si, é uma vibração, dentro dos nossos ouvidos há membranas que vibram e o cérebro interpreta. E de que forma? Cada um
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1 de fev.3 min de leitura
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