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Em-Grande-SER
Nasci selvagem e rebelde, previsto para dia 8 de junho decidi que não, e foi assim que dois anos e sete horas depois, no dia de aniversário do meu irmão (gémeos!? Ná, só de signo 😉), cheguei a este novo mundo. Cada um dos seres deste planeta é um milagre acontecido, criado pela união de duas células, no sítio certo à hora certa, que depois se vão diversificando, sabe-se lá como, em vegetal, animal, mineral, e cada uma das suas partes. Haja diversidade. Nasci sabendo tudo e d
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14 de jun.2 min de leitura


Lunapaki
Ivoparka é o chefe guru de um enorme pedaço de terra, Lunapaki, rodeada pela grande água salgada. É ele quem lê os sinais e decide quando caçar determinado animal do ar, da terra ou do mar. A sua companheira é Alvaniva, a que compreende a linguagem e os símbolos da terra. São os anciãos os guardiões do local, onde moram em conjunto com o resto dos elementos da sua comunidade, o povo Terapaki. A aldeia fica bem no meio, em volta do olho para as profundezas da ilha. É aí que re
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14 de jun.3 min de leitura


Elisa & Emília - 4º
Episódio final Que fazer? Como regressar? Até que, um dia, aconteceu… Um ano após a troca, numa noite de lua negra, ao bater as 12 badaladas, duas mãos encontram novamente a maçaneta trabalhada e a tão conhecida porta dissimulada abriu… sentiram aquele familiar pequeno choque elétrico que deixava um formigueiro na ponta dos dedos tão presente desde a primeira transição. Abriram, cada uma do outro lado, e o breu envolveu-as... Os corações bateram fortemente no peito de cada um
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24 de mai.2 min de leitura


Elisa & Emília - 3º
Episódio terceiro Grandes desafios as aguardam. Como saber o que se passa do lado de lá, de onde vieram? Com as suas novas provações diárias, como as de permanecer fiéis a quem representam, uma pergunta pairava-lhes sempre em ambos os espíritos das meninas. Como se poderiam comunicar? Uma das práticas que ambas mantiveram foi o de se irem, frequentemente, resguardar no tal fundo falso do armário por onde tinham entrado entre estes dois novos mundos em tempos divergentes. Uma
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17 de mai.2 min de leitura


Elisa & Emília - 2º
Episódio segundo Afinal o que lhes tinha acontecido? Eram uma dentro da outra! E agora confrontadas com esta nova realidade, uma no passado e outra no futuro, trocadas, em corpos diferentes… cada uma fora da sua época. A Emília, agora no corpo de Elisa, tinha nascido no final do século XIX em 1878. Com cinco irmãos, Sofia, Amélia, João, Domingos e Eduardo, morava na Rua da Senhora do Monte à Graça, numa capital com vista para o grande rio, tinha uma compleição física debilita
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10 de mai.2 min de leitura


Mãe
Quantas vezes no corre-corre do fazer, fazer, fazer me senti assim!? Neste mês, em que se comemora o Dia da Mãe, senti o apelo imbuído do sentimento maternal. Como filha senti o “abandono” dos pais, pois tinham de ir trabalhar para proverem o lar. O local de trabalho era longe e havia muitas horas de ausência. Tive uma infância feliz, às vezes solitária, tenho um irmão mais velho e tínhamos uma senhora que tomava conta de nós ou os avós, dependendo da época do ano.
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10 de mai.2 min de leitura


Elisa & Emília - 1º
Episódio primeiro Numa noite de lua negra, ao bater as doze badaladas, duas mãos encontram finalmente a maçaneta trabalhada numa porta dissimulada da casa antiga, num arrepio tocam-na e sentem como que um pequeno choque elétrico que deixa formigueiro na ponta dos dedos. Abrem-na, do outro lado o breu... O coração bate fortemente no peito de cada uma… dentro, o ar é denso com ligeiro aroma a pinho e alfazema antigos. Esticando um braço encontram resistência, parece ser sólida,
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2 de mai.2 min de leitura


Gratidão
Desde pequena que me interessei por coisas diferentes, histórias sobre fenómenos chamados de curiosos, e se eu era curiosa… Um dos meus livros de consulta mais visitados, além dos livros sobre animais, é um, que ainda mora numa prateleira cá de casa, chamado “O grande livro do maravilhoso e do fantástico”. Sempre me questionei sobre o que via e ouvia, levando, muitas vezes um adulto à exaustão de tantos porquês????? (ainda hoje 😉) Após uma formação houve um grupo composto po
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1 de abr.2 min de leitura


A Bailarina da Caixa de Música
(MJL - 2026) Êminácia foi nascida e criada para ser bailarina, mas não daquelas rígidas e emproadas muito clássicas, os seus movimentos, desde que começara a andar, eram muito fluidos e leves, parecia uma fada saltitante. O seu criador tinha-a feito com todo o amor e rigor. Assim que se pôs em pé deu logo uns passinhos delicados. Com o passar dos anos tornou-se mais imponente, poderosa e imensamente elegante, sem nunca perder o gesto inocente e harmonioso da infância. Vivia d
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1 de abr.2 min de leitura


O suficiente…
No outro dia fui provocada por este trecho retirado de uma entrevista a Rumbem Alves num programa denominado Provocações de Antônio Abujamra. No ser que habita o planeta que é consciente, o suficiente é o necessário para se sentir feliz, estado de alma harmonioso com o estado natural. (foto MJL - 2021) Poucos dias antes tinha lido este texto escrito por um desconhecido a quem agradeço a conversa: “ Desejo-lhe o suficiente... Recentemente, ouvi uma mãe e sua filha nos seus últ
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1 de mar.2 min de leitura


Ancestrais
(MJL - 2009) Os antepassados, seres ancestrais, estão ao nosso serviço para nos guiar na jornada que é viver. As rugas e as fendas que se mostram na pele são como ramos carregados de frutos que vergam sob o seu peso e deixam cair para criar vida ficando para trás a semente. O corpo carregado de ossos descaídos pelas experiências mostra alguns caminhos percorridos, vidas vividas na busca do que serve sem desprezar a lição aprendida do que não serve. Sem julgamento, sem denegri
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1 de mar.4 min de leitura


SOA
Este programa na RTP Play fez-me vibrar de uma forma diferente, são 5 episódios com cerca de 30 minutos cada, senti muitas coisas a “ ou-vê-los ”. A escuta ativa cria uma “imagem” construída com todos os outros sentidos, os ouvidos não têm pálpebras, ouvimos mesmo a dormir ou no breu, cada ouvido ouve de uma forma distinta e temos dois. O som não existe só por si, é uma vibração, dentro dos nossos ouvidos há membranas que vibram e o cérebro interpreta. E de que forma? Cada um
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1 de fev.3 min de leitura


Zafu e Matuzalém
(MJL - 2021) Em Constantinopla, numa qualquer madrugada, nasceu uma menina a quem chamaram Zafu. Nasceu no grande turbulento, movimentado, famoso e antigo bairro de mercadores, Galatazaray, cresceu por entre aquele intrincado espaço, onde as ruas continham todo o tipo de bazares, onde as mercadorias chegavam descarregadas diariamente no porto super-movimentado Corno de Ouro. Criada naquela envolvência labiríntica, onde as cores, sons e aromas eram intensos, aprendeu misturar-
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1 de fev.2 min de leitura


Lugares dentro, nas paisagens locais
(foto de autor desconhecido - net 2022) Um dia vi esta foto… uma ínfima paisagem incomensurável dentro de um pedaço de madeira. Senti uma saudável “inveja” por não ter encontrado este mundo escondido e a foto não ser uma das minhas. Quando saio nas minhas caminhadas, muitas vezes encontro cenas desta natureza, o mundo dos pequeninos como já chamaram, onde as escalas confundem o observador mediante o contexto ou o grau de conhecimento. Ao sentir estas experiências de criança i
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1 de jan.2 min de leitura


Dama Negra
Desde o início do tempo que, no olho de Gaia, vivia uma formosa feiticeira conectada com todas as criaturas do planeta. Durante milhares de anos viveu ligada aos elementos, às estações do ano. Assistiu a muitas criações e destruições. O seu lugar era espaçoso, um Zenote recôndito, abrigado do calor e do frio, de onde se ouvia o som do mar próximo. (Foto MJL – 2023) As ondas desta grande água salgada agitavam-se em respiração profunda com as marés, ondas revoltas de som forte
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1 de jan.2 min de leitura


Lugares - Algures
Quando era miúda dizia não ter terra. E porquê? Porque nasci em Lisboa e não “ia à terra” no verão como a maioria dos outros miúdos. Mas ia a muitas terras. Tive uma infância selvagem, livre e feliz. Selvagem porque naquele tempo ainda era tudo muito cru, não havia telemóveis, dinheiro em cartões ou multibanco, computadores, etc., a televisão tinha 2 canais e abria a emissão lá pela hora do jantar e aos fins-de-semana à hora de almoço. Livre porque os meus pais saíam de casa
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1 de dez. de 20253 min de leitura


A Escola d’formar
(desenho MJL 2022) Este círculo preparatório foi criado nos primordiais tempos iniciais pelo Professor Gira-sol Do’Céu com os seus muitos irmãos da luz branca e pela Professora Arco- -íris Prismática, filha única, vinda de um triangular longínquo. Esta escola desforma, reforma e transforma os muitos alunos para as suas formas originais que circulam e em tudo fluem. Os “maus” alunos que saíam das escolas de formatar e vêm para a de formar, chegam de todas as bolhas e lugares
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1 de dez. de 20252 min de leitura


-se
Há uma linha muito ténue que nos separa da “realidade” e que não deve separar, se-parar fica -se no mesmo lugar! (foto 2014 - MJL) Quando algo na vida se torna um objetivo entra-se num túnel de foco único, perde-se tudo o resto, o contexto, o que vai estando pelo caminho, à nossa volta. Fazer depender a nossa felicidade do ter com um qualquer fito, com os olhos no prémio, como se a felicidade fosse ter algo ou conseguir determinado objetivo. Viver em frustração pode levar-no
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1 de nov. de 20251 min de leitura


Eu sou o Pântano
(foto MJL - 2023) Eu sou a lama de um pântano. Eu sou Pântano. Ver e sentir as visões de quem vê, flat , de costas e sente na frente o ir e vir com as marés, com o calor, às vezes escaldante, do sol, as chuvas que salpicam e me perfuram, o vento que seca seja quente ou frio, gélido. No dorso, sempre mais protegido movem-se criaturas do dia ou da noite que me perfuram em busca de alimento ou de abrigo. Vejo os pássaros que me sobrevoam, que pousam e com os seus fortes bicos ta
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1 de nov. de 20252 min de leitura


EuGénia Lamparina
(fotografia de MJL 2021) Havia uma lâmpada que jazia abandonada no escuro que se sentia sozinha. Um dia uma menina encontrou-a, levou-a...
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1 de out. de 20252 min de leitura
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