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Silencio

(foto MJL - 2021)
(foto MJL - 2021)

A turba lá fora urde o silêncio


A teia perlada de orvalho como pérolas cristalinas parou de ser tecida


No azul das estrelas, arde na fornalha um coração de fogo


Aqui não há nomeações cada um é quem é, sem necessidade de denominações

Saem catadupas de imagens do intrincado ser


Ouve-se um tropel de patas, garras e cascos, quem chega são os muitos que vivem por lugares múltiplos e vastos


A enorme serpente larga a sua pele enroscando-se na confluência fluída das rochas mais ancestrais e garabulhentas


O tronco da grande árvore torce-se na ancestralidade dos caminhos por percorrer

Dentro bem no fundo, cavernas


Ouvem-se e sentem-se os sons rastejantes e peganhentos

Nestes se vê, apenas sombras, percecionam-se seres


Nos primórdios há um eco, posteriormente um silêncio tranquilo, numas vezes opressivo noutras em quietude plena


Tudo pára, tudo fica, tudo é

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