Silencio
- 8naturalinfinito
- 1 de mai. de 2025
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A turba lá fora urde o silêncio
A teia perlada de orvalho como pérolas cristalinas parou de ser tecida
No azul das estrelas, arde na fornalha um coração de fogo
Aqui não há nomeações cada um é quem é, sem necessidade de denominações
Saem catadupas de imagens do intrincado ser
Ouve-se um tropel de patas, garras e cascos, quem chega são os muitos que vivem por lugares múltiplos e vastos
A enorme serpente larga a sua pele enroscando-se na confluência fluída das rochas mais ancestrais e garabulhentas
O tronco da grande árvore torce-se na ancestralidade dos caminhos por percorrer
Dentro bem no fundo, cavernas
Ouvem-se e sentem-se os sons rastejantes e peganhentos
Nestes se vê, apenas sombras, percecionam-se seres
Nos primórdios há um eco, posteriormente um silêncio tranquilo, numas vezes opressivo noutras em quietude plena
Tudo pára, tudo fica, tudo é




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